sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Conclusão

 

O que podemos concluir é que de fato possa ter tido algo muito parecido com um dilúvio universal pois até nos povos do continente americano existe relatos do dilúvio assim como na cultura grega hindu, nordica,na Austrália entre os aborigenes e até o Maias. Isso a 15 mil anos atrás, o que deve ter atingido o povo do sul antes da cultura védica, deve ter sido um trauma histórico que posteriormente se transmitiu na mescla cultural que deu origem aos indo-europeus, isso pode ter ocorrido no que se chama de período interstadial Bølling-Allerød, é um evento que ocorreu no final do último período glacial, em que se esquentou abruptamente fazendo com que se derreta rapidamente os gelos das montanhas e cordilheiras que alimentam os antigos rios védicos onde o fluxo e as margens aumentaram dezenas de vezes, e tudo isso deve ter acontecido junto das monções o que pode ter sido um evento de imensa proporção, enfim o dilúvio é um conto ancestral e que foi um divisor de épocas para aqueles que o presenciaram por isso ele é retratado como um novo começo para a humanidade nas diferentes culturas, mas sim a inspiração da historia vem dos vedas.

Portanto se eu tenho um povo urbano civilizado de 8000 anos a/c, a narrativa de um herói que remonta a 4500 anos a/c, na historia de um outro povo que começa a se urbanizar no período de 5000 anos a/c, e com um monte de aspectos artísticos evidentemente parecidos, com a historia ancestral de um dilúvio onde o clima local desse primeiro povo urbano do vale do indo possa dar essa propriedade de narrativa histórica.

E que posteriormente foi contada por outro povo com evidentes plágios, que só foi começar a se desenvolver 1500 anos posteriormente ao primeiro, e depois contada por outro povo que surgiu 2000 anos depois desse ultimo, então temos nisso o que se chama de transferência ancestral de uma narrativa histórica, e um sincretismo milenar, não admitido.

A continuar com o caminho do sete entre as religiões que como vemos começou com na civilização védica do vale do indo com os seus sapta sindhu e saptarishis, um pouco depois dos sumérios na antiga Pérsia, se falava uma língua indo-iraniana perto do sanscrito,mais conhecida como língua avéstica, e que se tinha semelhança com a Índia pré védica inclusive no ritual de se ingerir uma bebida chamada haoma e também tinha os (hapta həndu), como referencia aos rios védicos ,ou seja temos aqui uma direta influencia da cultura védica, visto tanto na religião quanto na língua.

Na antiga Pérsia floresceu uma religião ainda praticada nos dias de hoje o zoroastrismo sendo que seu fundador (Zaratustra), também ouve outros sete sábios, no entanto, no zoroastrismo eles aparecem em forma de seres não humanos Vohu Mano um ser estranho inefável, de indescritível beleza o (leva) junto a outros sete seres para passar os ensinamentos a Zaratustra, e que por a partir daí se começa a pregação do zoroastrismo.

Aqui no texto acima você percebe a semelhança desse ser chamado Vohu Mano, "que significa boa mente e no persa moderno Vohu Mano" tem o mesmo significado de Bahman, com a história do primeiro manu dos puranas que foi Svayambhuva Manu, que nasceu como filho mental de Brahma, sendo o primeiro dos manus, e Vohu Mano sendo o primeiro dos Amesha Spenta que significa o mesmo que santo, e Manu no hinduísmo que significa o mesmo que pai da raça humana.

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